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Entrevista com Duarte Amaro | University of Oxford

Duarte Amaro, estudante da University of Oxford

Entrevista com Duarte Amaro | University of Oxford

Duarte Amaro tem 17 anos e é natural de São Brás de Alportel (Faro). Com a intenção de estudar Philosophy, Politics and Economics, candidatou-se a algumas universidades através da OK Estudante, inclusive para a University of Oxford. Mesmo sem estar muito confiante de que seria aceite, fez a sua candidatura, passou por todo o processo de entrevistas, recebeu a oferta da universidade e agora está prestes a embarcar na maior aventura (académica e pessoal) da sua vida.

OK – Que benefícios consideras que terás em estudar noutro país com culturas diferentes?

DA – Penso que é algo que, para além de nos dar uma rede de contactos bastante extensa, nos facilita a procura de trabalho num mercado cada vez mais globalizado e também nos permite contactar com diferentes culturas diariamente, o que é algo fantástico por si só.

 OK – Onde imaginas estar/trabalhar daqui a cinco anos?

DA – Não faço ideia… Talvez no Reino Unido, talvez de volta a Portugal, talvez pela Europa… O meu curso é tão abrangente que as possibilidades são inúmeras.

OK – Que importância têm e tiveram os teus pais na tua educação?

DA – Os meus pais foram e são fundamentais para mim em todos os campos, principalmente na educação. São eles que me proporcionam a oportunidade de estudar no Reino Unido e, sem o seu apoio, não teria com certeza recebido esta oferta, especialmente porque, sem eles, não me teria candidatado sequer (nunca achei que entrasse, por isso encarava a candidatura a Oxford como desnecessária). Foram eles quem me convenceram de que valia a pena, e ainda bem que segui o seu conselho.

OK – Quais são os teus últimos objetivos antes de partires para o Reino Unido?

DA – Talvez ganhar um pouco mais de bases sobre as disciplinas que vou estudar (ler um pouco, estudar um pouco). De resto, tenho, com certeza, de aproveitar ao máximo os últimos meses em Portugal.

OK – Sempre quiseste entrar em Oxford? Já pensaste noutras opções de universidades? Quais?

DA – Não desde sempre, mas, desde que tomei conhecimento de como era a universidade e o curso, percebi que era realmente aquilo que eu sempre desejei. Já pensei noutras opções, e tinha como segundas escolhas Warwick, Durham e Sheffield, mas aceitei a minha oferta de Oxford, como é óbvio!

OK – Que mais valias encontras ao estudar numa universidade reconhecida como a University of Oxford?

DA – Para além da qualidade do ensino e da investigação, o próprio ambiente leva os estudantes a alcançar mais e a serem bem sucedidos, quer dentro da universidade, quer fora. Espero que o reconhecimento da instituição me ajude a encontrar um emprego de que goste e que me permita fazer um trabalho gratificante, ou até, quem sabe, continuar os meus estudos.

 OK – Qual foi a vossa reação quando recebeste a oferta?

DA – Eu não quis acreditar a princípio, e demorei uns dias a “cair em mim” e internalizar o que tinha acontecido. Os meus pais ficaram eufóricos e ainda choraram (de felicidade) um bocadinho.

Entrevista nas instalações da universidade

OK – Como foi a entrevista na universidade?

DA – A entrevista foi uma experiência fenomenal, não só pelas entrevistas em si (tive duas, uma de Economia e uma de Filosofia e Política) mas também porque estive três dias em Oxford, com alojamento e alimentação no college, o que me permitiu conhecer a cidade e a universidade e vivenciar o excelente ambiente de lá.

As entrevistas foram incrivelmente exigentes, mas não tinham o caráter de um exame; pareciam-se mais com conversas que tínhamos com os professores sobre vários temas. A minha entrevista de economia incidiu sobre problemas que me eram propostos e que tinha de resolver (os problemas iam desde teoria de jogos à relação entre os diferentes valores de bicicletas para vários indivíduos e conclusões que se podiam retirar daí, passando por uma equação de lucros, que foi o componente mais matemático da entrevista), enquanto a de filosofia e política começou com uma discussão sobre as disciplinas filosóficas que mais me interessavam, que evoluiu para uma questão sobre epistemologia (se ninguém percebe um objeto como “vermelho”, poderá ele sê-lo?) e, depois, sobre se a intervenção humanitária em países estrangeiros fazia mais mal que bem. A primeira coisa que me disseram em ambas foi que “não há respostas erradas”, e realmente sentia-se que, mesmo na fase de entrevistas, o objetivo dos professores era ensinar, não avaliar.

Saí das minhas entrevistas com a distinta sensação que, se em apenas vinte minutos (duração aproximada de cada entrevista), tinha aprendido tanto, então imaginem em três anos!

OK – Dá pelo menos três dicas a algum aluno que também deseje entrar em Oxford.

DA – Na minha perspetiva e opinião pessoal, o processo de admissão é diferente de curso para curso. Eu candidatei-me a Philosophy, Politics and Economics (PPE).

Primeiro, aconselhava a que encontrem uma disciplina pela qual tenham uma verdadeira paixão, e que demonstrem essa paixão. Mostrem que gostam verdadeiramente da disciplina que querem seguir, e que têm alguma experiência nessa área (a experiência não tem valor por si só, mas sim por provar que se interessam pela área que querem seguir ou que são trabalhadores e dedicados – dizer que se foi campeão das Olimpíadas da Matemática, por exemplo, não serve de muito a quem quer seguir Literatura Inglesa, mas pode servir para quem quer tirar Matemática ou Física; ser campeão de natação, por exemplo, não interessa nada para a capacidade académica de um candidato, mas se o mesmo candidato tiver boas notas, então consegue conciliar as duas atividades, o que significa que é trabalhador e/ou organizado).

Em segundo lugar, aconselharia a quem se quisesse candidatar a dar importância aos testes de admissão. Como o background difere de candidato para candidato, os testes de admissão são a ferramenta mais importante para selecionar candidatos com a capacidade académica de ser bem sucedido em Oxford. Apesar de ser importantíssimo ter uma paixão pela disciplina que se pretende seguir, o ensino é extremamente exigente, e vai ser preciso ter capacidade para ter êxito. O teste que fiz foi o TSA (Thinking Skills Assesment) que não avalia conhecimentos, mas sim capacidades, e eu diria que a prática contribui, porque estar habituado a realizar o tipo de questões mais frequentes nas condições de teste ajuda imenso. Na primeira secção do TSA, as perguntas são ou de Critical Thinking, que consiste em ler um parágrafo e encontrar a falha, a premissa subentendida ou a conclusão do argumento; ou de Problem Solving, em que nos são apresentados problemas mais matemáticos: análise de gráficos, operações com intervalos de tempo ou com preços, entre outros. A segunda secção do TSA é escrever um ensaio num de quatro temas à escolha. A nota do TSA é dos fatores mais importantes para garantir uma entrevista (habitualmente, candidatos com menos de 63 não são convidados, salvo exceções).

Finalmente, só lembrar que imensos candidatos extremamente inteligentes e apaixonados pela sua área não conseguem entrar. Conheci na minha entrevista pessoas que julgava muito mais capazes que eu, e que era capaz de apostar que entrariam, mas que acabaram por não ser oferecidas um lugar. É importante ter isso bem em mente, e não criar expectativas grandiosas. É incrivelmente difícil conseguir um lugar, e, só por alguém se candidatar, já está a provar que é um aluno que qualquer universidade sonharia em ter. Encarar a admissão desta forma ajuda (pelo menos, ajudou-me a mim) a diminuir um pouco os nervos, o que é uma grande vantagem na fase de entrevistas (o principal, eu diria, é fazer a entrevista de cabeça fria – os nervos não ajudam em nada, e ter a noção de que, mesmo se fizermos uma ótima entrevista, podemos ser rejeitados, acalma-nos um pouco e permite entender a entrevista de uma forma muito melhor).

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