Entrevista com Diogo Costa – Middlesex University

Entrevista com Diogo Costa – Middlesex University

Diogo Frias Costa é natural de Almada. Na altura de decidir qual carreira seguir, o seu coração bateu mais forte quando pensou na música, assim como o pai, pois na família ele já é a quarta geração de músicos. Estudou no conservatório e fez produção de música através da EPI, na ETIC, antes de sair de Portugal.

Certo dia uma colega da escola comentou sobre a possibilidade de estudar numa universidade britânica sem que ele precisasse suportar as propinas naquele momento. Apesar da boa notícia, ficou desconfiado e decidiu conferir se aquilo realmente era verdade. Foi até uma reunião no escritório da OK Estudante com os seus pais e esclareceu todas as suas dúvidas.

O que parecia muito bom para ser verdade, realmente era e acabou por tornar-se realidade. Atualmente, após 3 anos a morar no Reino Unido, já coleciona grandes experiências no seu currículo. Licenciou-se em Popular Music na universidade que sempre sonhou, por esses três anos foi Presidente da Portuguese Society na universidade, trabalha junto da universidade como representante da Middlesex University em Portugal, e agora, ao completar os seus 23 anos no último dia 23, lançou o seu canal no YouTube.

OK Estudante – Foi difícil convenceres os teus pais para prosseguires com esta decisão?

Diogo Costa – Sim, foi muito difícil. Eles não acreditavam que o governo britânico realmente financiava as propinas e não esperavam que eu fosse aceite pela universidade. Achavam que eu não conseguisse suportar todas as barreiras.

OK – Que curso fizeste na Middlesex University?

DC – Fiz Degree in Pop Music, que aborda a música popular e os vários géneros musicais, como o pop e o reggae. Especializei-me em guitarra e terminei o curso recentemente.

OKE gostaste do curso?

DC – Sim, gostei. Tem excelentes condições. A biblioteca da universidade está sempre aberta e os professores respondem às tuas dúvidas. O método de ensino é diferente, ou seja, em Portugal eles debitam-te a matéria para cima, enquanto por cá eles explicam-te um pouco a matéria e tens de estudar o resto por tua conta. Eu achei o curso fantástico e consegui trabalhar enquanto estudava, o que é muito bom, porque quando terminas o curso não tens só uma licenciatura no currículo, também tens uma experiência de trabalho diferente do ensino em Portugal.

OKQue benefícios encontraste na OK Estudante?

DC – A comunidade da OK Estudante é enorme. Nós temos acesso a uma aplicação própria, a OK Buddy, que aproxima todos os alunos que vão para as universidades britânicas. Todos os apoios oferecidos pela OK Estudante ajudam os novos alunos na sua preparação para a nova vida lá fora.

OK Como é que organizaste a tua preparação para o ensino superior britânico?

DC – Tive de fazer um exame de Inglês, o IELTS (International English Language Testing System), que agora é oferecido pela OK Estudante. Também juntei dinheiro. Aconselho aos estudantes a procurarem alojamento apenas quando estiverem cá, pois assim fazem a escolha de sua casa pessoalmente e mais consciente.

OK – Foi difícil a adaptação ao Reino Unido?

DC – Não foi difícil porque eu já estava preparado para o que podia acontecer. Falo com a minha família pelo Skype uma vez por semana. A língua também foi fácil, embora no início tenha ficado com a ideia de que as outras pessoas não iam compreender o que eu dizia, mas foi mesmo só nos primeiros dias.

OK – Desde que chegaste ao Reino Unido conseguiste logo arranjar um emprego? E foi em que área?

DC – Arranjei emprego três dias depois de chegar ao Reino Unido num bar de Karaoke. Eu auxiliava na parte técnica do som. Aprendi bastante e conheci muitas pessoas. Logo de seguida tornei-me presidente da Portuguese Society, ainda no primeiro ano da minha licenciatura. No segundo e terceiro ano do meu curso comecei a trabalhar para a própria Middlesex University.

OK – Na tua opinião, quais foram as melhores e as piores experiências que foste vivendo no Reino Unido?

DC – As piores experiências passam pela distância familiar. As melhores experiências são o facto de estares num ambiente diferente. Eu gostei muito do meu primeiro ano. Quando chegava a Portugal tinha uma recepção calorosa. No segundo ano tive de ir para Portugal durante três meses, devido aos problemas de saúde do meu pai. Quando voltei para o Reino Unido não tinha emprego nem onde ficar, e por isso fiquei em casa de uns amigos durante uns tempos.

OK – O curso e a universidade corresponderam às tuas expectativas?

DC – Sim, corresponderam. A universidade tem ótimas condições e alguns edifícios costumam estar abertos 24 horas por dia, como a biblioteca e o edifício onde eu tinha aulas. A biblioteca tem cerca de 400 computadores disponíveis para requisição e podemos pedir emprestados até 15 livros em simultâneo. Tens também disponível a UniHelp, que são os apoios oferecidos pela universidade em qualquer situação. O conteúdo do curso foi sofrendo alterações com o tempo. Aprendi bastante, tem excelentes condições e permite alugar material adequado para as aulas.

OK – O que é a Portuguese Society? Será que me podias dar mais detalhes sobre esta associação? Como é que tudo começou?

DC – A Portuguese Society começou no primeiro ano do meu curso. Na altura o fundador teve de sair e assumi logo o cargo de presidente. Associei a Portuguese Society à OK Estudante, tendo em conta os alunos portugueses na universidade. Era eu quem representava a Middlesex University em todos os eventos. No primeiro meio-ano passámos de 10 para 200 alunos; no segundo ano passámos de 200 para cerca de 400 alunos; e no terceiro ano chegámos aos 800 alunos. Ajudamos todos os alunos com os problemas que eles tenham.

OK – Normalmente que tipo de atividades costumam desenvolver nesta associação de estudantes?

DC – Fazemos festas e organizamos jantares em um restaurante português, onde os alunos portugueses têm 15% de desconto. Também temos descontos no maior pub ao pé da universidade. Para além disso, organizamos eventos, como festas de início de ano, after parties e atividades temáticas de Halloween, Natal, etc.

OKEsta iniciativa tem tido grande adesão por parte da comunidade lusa?

DC – Sim, costuma haver uma grande adesão. A maioria dos alunos são portugueses, mas os alunos estrangeiros também são bem-vindos. Nesta associação há sempre bom ambiente.

OK – O que achas que os teus pais fizeram que te ajudaram e atrapalharam na tua ida para o Reino Unido?

DC – O que fizeram de certo foi terem ouvido aquilo que eu lhes disse em relação ao Skype, ou seja, falar com eles apenas uma vez por semana. O que fizeram de mal foi uma grande pressão para arranjar emprego. Quando cheguei cá não tinha o meu currículo organizado corretamente e falei com a universidade para resolver o problema. Muitas empresas não aceitam o modelo do Europass, e a pressão dos meus pais também não estava a ajudar. Mas as coisas correram bem e arranjei emprego em três dias. Os meus pais não acreditavam que eu me conseguisse adaptar ao Reino Unido, mas no final eles estavam errados.

OK – Pretendes continuar a viver no Reino Unido, mesmo depois de teres concluído o teu curso?

DC – Eu pretendo sair do Reino Unido. Não tenho intenções de continuar a viver por cá. A minha vida foi brutal durante três anos, mas acho que já acabou. Agora quero seguir outros projetos, e por isso pretendo ir para Alemanha.

OK – Conta-nos um pouco sobre o teu novo projecto, o canal no Youtube.

DC – Eu comecei o meu canal de Youtube como plataforma para mostrar as minhas músicas, começar a desenvolver o meu portfólio como músico e acabei por expandir para o Instagram e Facebook. A principal ideia é construir o meu próprio público com o conteúdo que vou desenvolvendo.

OK – De um modo geral qual é a tua satisfação com a OK Estudante?

DC – A OK Estudante orienta os alunos e os pais e facilita na integração dos novos estudantes, mesmo através da aplicação OK Buddy. Os apoios oferecidos contribuíram para aquilo que hoje é a empresa. Os advisers têm muita informação e explicam qual é a melhor universidade.

OK – Recomendarias a OK Estudante?

DC – Eu já recomendei a OK Estudante a mais de 100 alunos. Não se trata de gastar dinheiro nos serviços, mas sim, investir. No último ano toda a gente recomendou a OK Estudante, os advisers são simpáticos, o atendimento e o apoio são brutais. Por isso, recomendo vivamente.

OK – Gostarias de deixar uma mensagem de motivação aos pais dos estudantes que estejam interessados em prosseguir nesta experiência?

DC – Sempre que estou a fazer uma chamada pelo Skype digo sempre que está tudo bem comigo. Tornei-me mais adulto, mais evoluído e tenho uma carreira mais completa. Arrisquem na OK Estudante, porque no final tudo vale a pena. Se correu mal, correu. Há sempre alguém que os apoia em todas as suas dificuldades. Arrisquem e falem com um adviser para compreenderem qual é a melhor forma de poderem investir na área.

Se aprecias música, não te esqueças de seguir o meu novo canal no Youtube.

 

 

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